Para um dia especial, lembrei-me de contar a história de uma mulher com valor:
Nasceu em Bogotá, em 25 de Dezembro de 1961, filha de um Ex-Senador e Ex-Embaixador Colombiano, e de uma Ex-Miss Colômbia. Viveu em Paris durante boa parte da sua juventude, onde estudou Ciências Políticas e onde teve dois filhos do seu primeiro casamento. Por ser uma mulher de convicções, voltou à Colômbia em 1989 e em 1990 trabalhava para o Ministério das Finanças da Colômbia, tendo abandonado a profissão para se entregar à política.
Uma mulher que sentiu que devia fazer alguma coisa pelo seu país, e por isso, lutou contra a corrupção e tráfico de drogas, e abraçou causas ambientais. Em 1998, concorreu a Senadora e ganhou. Foi durante esse mandato que começou a receber ameaças de morte por parte de uma organização militar desconhecida. Como qualquer mulher que também é mãe, onde os filhos estão num plano superior, enviou-os para Nova Zelândia, longe dos perigos. Escreveu um livro que se intitulava “La Rage au Coeur” (Raiva no coração), que sofreu censura na Colômbia, por conter críticas e acusações contra o antigo presidente Samper, mas como mulher determinada, publicou-o em França. Foi raptada pelo grupo, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, em 23 de Fevereiro de 2002, enquanto fazia campanha para eleições, tendo sido resgatada em 2 de Julho de 2008, pelo exército colombiano, sob o pretexto de uma inspecção humanitária, juntamente com 14 reféns. Esteve em cativeiro durante 2.323 dias, e não foi esse facto que a fez abandonar as suas convicções. Ela é Íngrid Betancourt Pulecio, senadora e activista anticorrupção franco-colombiana.
Mulher, que pelo rumo que a sua vida tomou deve ser um exemplo para todas as mulheres, perante as atrocidades da vida. É mulher, mas também foi e é filha, esposa, mãe, profissional e política. Ela é uma mulher de convicções fortes.
Antónia Batista
Secretariado do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas


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