terça-feira, junho 28, 2011

O Partido do meu coração

O Departamento Federativo das Mulheres Socialistas não se pronunciou sobre os dois candidatos à liderança do PS ou manifestou publicamente o seu apoio a qualquer deles. Não o fez nem o fará como estrutura partidária.


A título individual ficam, para já, algumas notas.

Sobre esta questão, devo sublinhar que se o que está em causa é o futuro do partido e a assunção da responsabilidade de sermos uma oposição credível e mobilizadora então não se pode esperar uma decisão motivada por simpatias pessoais ou baseada no parecer de outros.

O tempo de análise e reflexão é um direito e um dever de quem pretende assumir uma posição pensada e livre.

O Partido Socialista «é o partido do meu coração», disse ontem Mário Soares, demarcando-se do apoio explícito aos candidatos à liderança do partido. Considera Mário Soares que o PS tem, em ambos os candidatos, líderes de excelência.

O Partido Socialista é também o partido do meu coração. Tenho orgulho no nosso património, no nosso passado e em todos os anteriores líderes. A força deste passado será alavanca de futuro.

Porque assim penso, afirmarei o meu apoio - como militante de base - após a apresentação e debate das Moções que identificam o estar e pensar dos dois candidatos.

E, seja qual for a orientação do voto d@s socialistas, o Partido Socialista, @s socialistas (assim o espero) terão uma só opção, um só voto, uma só vontade – lutar pelos nossos valores, lutar pela refundação desta sociedade, lutar por Portugal.


Fátima Ferreira ( 28.06.2011)

Presenças de António José Seguro e de Francisco Assis em Viseu para apresentação das Moções Globais


António José Seguro - Sábado, 02 de Julho, 17h, Hotel Montebelo

Francisco Assis - Domingo, 03 de Julho, 21h, Hotel Montebelo

Fonte: Federação de Viseu do Partido Socialista

quinta-feira, junho 23, 2011

Assunção Esteves é a primeira mulher a assumir a presidência da Assembleia da República


A eleição de Assunção Esteves para presidente da Assembleia da República, com 186 votos favoráveis foi, indiscutivelmente, um dos temas mais falados nestes últimos dias. A comunicação social centrou-se nesta eleição, dando – lhe todo este enfoque pelo facto de estar em causa a eleição da primeira mulher para um cargo desta relevância institucional.


Na verdade, Assunção Esteves tem um percurso profissional e político que espelha a mulher que é. Licenciada em Direito e com um mestrado em ciências jurídico-políticas, foi deputada pelo círculo de Vila Real, em 1987, na primeira maioria absoluta liderada por Cavaco Silva. Foi a primeira mulher a desempenhar o cargo de juíza no Tribunal Constitucional, onde esteve entre 1989 e 1998, e também a única eurodeputada eleita para o Parlamento Europeu nas eleições de 2004, pela lista de coligação Força Portugal (PSD/CDS-PP). Assumiu a presidência da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias em 2002, ao voltar ao Parlamento, durante a vigência do governo liderado por Durão Barroso.

Mas não foi a filiação partidária ou ligação ideológica desta mulher que condicionou o espaço mediático que envolveu esta eleição: foi a sua condição de mulher a ocupar o lugar de segunda figura do Estado, considerando como é baixa a representatividade feminina nas instâncias do poder.

Para melhor acentuar e valorizar esta conquista de Assunção Esteves e da qualidade da democracia portuguesa, devemos regressar à história ainda recente e recordar que a primeira mulher a poder votar, em Portugal, foi apenas há cem anos!...

Imperioso, igualmente, em nome da justiça, é identificar a Lei da Paridade bem como tantas outras iniciativas legislativas no âmbito da igualdade de género e da não discriminação, que foram operacionalizadas pelo partido socialista, como responsáveis pela emergência de novos valores e vontades nos campos social e político.

De facto, em 2005, (anterior à Lei da Paridade/ 2006), o PSD tinha uma representação parlamentar no feminino de 8%( 6) contra 92%( 69) masculino e o CDS 8,3% ( 1) contra 91,7%( 11), enquanto o PS tinha já 28% de representatividade feminina. Neste território em que as convicções são ainda pouco sólidas, convém analisar a estratégia que presidiu à indicação de Assunção Esteves para o lugar de Presidente da Assembleia da República, após uma dupla derrota do PSD/ CDS no parlamento. Esta mesma mulher, nestas últimas legislativas, foi eleita pelo círculo de Lisboa, no sexto lugar na lista de candidatos laranja….

Seja como for, foi uma vitória pessoal de Assunção Esteves a quem saudamos solidariamente. Estamos convictas que a sua personalidade deixará marcas na condução dos trabalhos da Assembleia da República.

Fátima Ferreira (23.06.2011


quinta-feira, junho 16, 2011

Vítima recebe mil euros por 40 anos de violência doméstica

Perante esta «justiça», a nossa indignação!

«O Tribunal da Relação de Guimarães condenou a 13 meses de prisão, com pena suspensa, um septuagenário que “pelo menos” desde 1969, de forma sistemática, agrediu fisicamente, insultou e ameaçou de morte a mulher.
Natural de Felgueiras e com 73 anos, o arguido foi condenado pelo crime de violência doméstica.
A suspensão da pena fica subordinada ao cumprimento da proibição de contactar ou de se aproximar da mulher e de dar 500 euros à Associação Portuguesa de Apoio à Vitima.
O arguido foi ainda condenado, a título de indemnização civil por danos não patrimoniais, a pagar à mulher a quantia mil euros.

O tribunal deu como provado que o arguido “agride fisicamente, insulta e ameaça de morte a mulher, sempre de forma sistemática, reiterada e sucessiva, desde pelo menos 1969 até pelo menos Outubro de 2009”, quase sempre no interior da residência do casal.

Ficou também provado que a 17 de Dezembro de 2008, na sequência de uma discussão e após ter sido abordada pelo arguido, a mulher, de forma não concretamente apurada, desmaiou e caiu por terra.
Para o tribunal, ficou igualmente provado que desde meados de Agosto de 2008 e até pelo menos Outubro de 2009, “de forma quase diária, sistemática, sucessiva e reiterada, o arguido, em tom sério, exaltado e elevado de voz e de forma intimidatória”, insultava a mulher e ameaçava-a de morte.


Como a convivência com o arguido “se tornou insuportável”, a vítima, em Outubro de 2009, saiu da casa de morada de família e foi viver com um seu filho, e, posteriormente, para um quarto alugado a uma vizinha.
A mulher ainda instaurou uma acção de divórcio contra o arguido, mas acabou por desistir da mesma “por vergonha”.»


Fonte: Público, (16.06.2011)




                     

domingo, junho 12, 2011

ONG de mulheres quer que assédio sexual seja crime

Não é a criminalização do assobio ou do piropo. É a criminalização do assédio sexual que a UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta defende, depois de uma tournée destinada a trazer o fenómeno "para a agenda política" e a perceber "qual o índice de vitimização" em Portugal. "Quando falamos de assédio sexual, falamos de um padrão de comportamento", explica Maria José Magalhães, presidente daquela organização não governamental. "São situações graves, que perturbam e que até têm interferência na saúde de quem é alvo de assédio.

A investigadora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto aponta "perseguições, comportamentos de controlo, a limitação das liberdades". A vítima sente que tem de estar alerta: "É como numa guerra. As bombas não estão sempre a cair, mas podem cair a qualquer momento. A pessoa desconcentra-se, tem insónias." Não por acaso, o assédio sexual é "um dos cinco principais factores de doença no trabalho".

"Queremos uma lei que responsabilize o agressor e que proteja a vítima", diz. "Há pessoas que estão sempre a receber mensagens, convites, ameaças: não serão promovidas, se não aceitarem o convívio."



Fonte: Público,( 10.06.2011)









sexta-feira, junho 03, 2011

REGISTOS DE CAMPANHA-Sessão em Lamego

IGUALDADE, COMPETITIVIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL-


A campanha do PS no distrito revestiu várias vertentes, acima de tudo com a preocupação de demonstrar o trabalho e os investimentos feitos para melhorar a vidas das pessoas, para explicar as razões das opções tomadas e marcar a diferença do ser e estar dos socialistas.

Um dos eventos marcantes, teve lugar no Hotel Lamego, no dia 30 de Maio, com as excelentes intervenções de Mário Parra, Elza Pais e Rosa Monteiro que implicando a audiência numa reflexão sobre - Responsabilidade Social das diversas Instituições - desembocou, obrigatoriamente, nas questões da igualdade de género.

A importância desta iniciativa foi abordada pelo representante da Comissão Política de Lamego, Manuel Ferreira, que se congratulou pela sua realização nesta concelhia.

Rosa Monteiro, professora universitária, apresentou Planos para a Igualdade de várias Instituições, tais como Câmaras Municipais, Empresas, Associações, e apontou exemplos da influência destes na cultura organizacional das mesmas: maior satisfação pessoal, mais competitividade e produtividade, porque maior flexibilidade e conciliação.

Nesta linha continuou Mário Parra, da Associação para a Ética empresarial, que cruzou a utopia e a possibilidade; o caos da sociedade do vazio com a sociedade da globalização, da qual é impossível fugir, mas em que cada pessoa conta.

Defendeu que a saída para esta crise mundial se encontrará quando o «Nós» significar a Humanidade toda. Só esta visão sistémica dará lugar a um só Governo para a humanidade. No seu entender, só assim, serão respeitados os direitos da Pessoa. Elza Pais, como moderadora da Sessão, apontou as linhas orientadoras da Secretaria de Estado da Igualdade que se estruturaram nesta visão de sociedade e que permitiram implementar políticas e medidas materializadas nos vários Planos para a Igualdade e Violência de Género.

No debate que se seguiu intervieram os (as) candidatos (as) a deputados (as) Mónica Lima, Fátima Ferreira, Acácio Pinto e também Manuel Ferreira e Paulo Barradas. Estiveram presentes homens e mulheres de Lamego e de várias concelhias limítrofes, Castro Daire/ Mões, Tarouca, Vila Nova de Paiva e Moimenta da Beira.

Uma iniciativa de grande qualidade que demonstrou que a campanha eleitoral se faz também falando das pessoas e com as pessoas. Falando dos valores que nos referenciam como socialistas e dos quais não podemos abdicar. Viva o PS!