sábado, agosto 06, 2011

APME apoia mulheres empreendedoras

Entendemos que um dos objectivos deste espaço é divulgar  informação. Fica mais esta sugestão.F.F 



As mulheres portuguesas empreendedoras que queiram iniciar com sucesso o seu negócio ou criar o seu próprio emprego têm a oportunidade de o fazer com a iniciativa DoNaEmpresa da Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias (APME).


Este Programa tem sido  implementado em várias regiões do País com elevado grau de sucesso. O curso, criado para potenciar e desenvolver o espírito empreendedor das mulheres, é gratuito e contempla uma bolsa e subsídios complementares, na primeira fase de formação, e um Prémio de Apoio ao Arranque do negócio (no valor de 5.030 euros), no início da actividade empresarial.
Ao contrário dos tradicionais cursos de formação, o DoNaEmpresa é um projecto integrado, financeiramente apoiado e totalmente gratuito, que vai muito além das duas primeiras fases de formação intensiva e consultoria especializada. Durante e após este trajecto, as empreendedoras vão ter um apoio continuado da APME e passam a estar inseridas numa rede nacional de empreendedoras.

Esta iniciativa divide-se em três fases:

Formação (194 horas) – Destinada a fomentar o espírito empreendedor, desenvolve as competências de base necessárias à elaboração do Plano de Negócio e à gestão do negócio. É uma fase de formação em grupo, intensiva, de cerca de 30 dias. No decorrer desta fase, as empreendedoras poderão ter direito a uma bolsa de formação e subsídios de alimentação e transporte e ainda apoios aos encargos com o acolhimento de filhos menores e adultos dependentes, de acordo com a legislação em vigor;

Consultoria (80 horas) – Proporciona apoio individualizado e especializado em diferentes áreas funcionais essenciais à concretização de cada Plano de Negócio, ao seu arranque e posterior monitorização. Nesta fase é elaborado o Plano de Negócio e analisada a sua viabilidade económica e financeira. Após o início de actividade, as empreendedoras têm também direito a um Prémio de Apoio ao Arranque do seu negócio, no valor de 5.030 euros, não acumulável com outros incentivos;

Integração em Rede – Garante o acompanhamento a todas as empreendedoras, através da ligação aos Portais Regionais do Empreendedorismo da APME, o que lhes permite darem-se a conhecer, aprender, trocar ideias e know-how, porque a maior parte destes negócios, embora semelhantes, não são concorrentes, porque se encontram em sítios diferentes do próprio país.


06.08.2011


quarta-feira, agosto 03, 2011

Agir em todas as frentes

Denunciar, claro, sempre.
Esperar ser protegida após esse acto de coragem  é elementar para quem foi tão vilipendiada.Mas, o medo paralisa demasiadas vezes pela sensação  de vazio que  a mulher sente na  rede de «apoios», de primeira linha, que permite ao agressor sentir que nada tem a perder e dá largas à fúria de ter sido denunciado.Nós, não desistiremos e vamos levantando a voz...Fátima Ferreira

Agosto é o mês em que ocorrem mais casos de violência doméstica



É durante as “férias grandes” e ao fim de semana que os crimes de violência doméstica disparam. Em 2010, o Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra (GAV) registou um total de 590 processos de apoio (deste total, a problemática de crime foi registada em 72 por cento das situações sinalizadas, e é sobre estas que o relatório da APAV incide).

Curiosamente, foi durante o mês de Agosto que o GAV mais queixas recebeu (73 queixas). A justificação é simples: o agressor passa mais tempo em casa.

Testemunho de uma vítima

“O meu marido sempre me bateu, desde o namoro. Há um dia em que a gente não aguenta mais e decide mudar de vida, sair, ter liberdade para ser feliz”. O testemunho é de Gertrudes Maria, de 45 anos, que encontrou ajuda na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para conseguir libertar-se de uma vida subjugada à violência doméstica. O testemunho é desvendado na página da APAV, mas sem rosto. Mais um, entre tantos que, em 2010, tiveram a coragem de denunciar o agressor.


Fonte, Diário as beiras.pt, 03.08.2011

terça-feira, julho 26, 2011

O louco da Noruega

 Sempre que ocorrem desgraças, atentados, crimes sanguinários e todo o tipo de atrocidades que se multiplicam pelos telejornais, surgem os especialistas a ditar sentenças. Psicólogos, sociólogos, politólogos e todos os 'ólogos' da longa lista de académicos, debitam teorias sobre o comportamento humano. Falam e ninguém os contraria, porque usam palavras com muitas letras e asseguram que o professor 'não sei quantos' já previa o que iria acontecer. Desta vez não falhou. Um louco, uma besta sádica, matou várias dezenas de pessoas na Noruega. Quase todos adolescentes e jovens. Logo após a tragédia, surgiram teorias sociais para todos os gostos e até ouvimos dizer que o maluco era um produto da sociedade. Ninguém o classificou como aquilo que é: um doente mental perigoso.

Provavelmente é por toda esta perda de tempo teórica que algumas destas desgraças acontecem. Certamente a Noruega terá serviços secretos que acompanham os radicais de extrema-direita, fanáticos religiosos e outras bestas do género, recolhem informações, sabem as suas preferências musicais e o nome das namoradas. Só falham numa coisa: não os metem na cadeira ou num hospital psiquiátrico, os únicos locais onde devem estar. Em Portugal é a mesma coisa, porque a extrema-direita já matou e ameaça matar e continua a andar à solta.

Claro que os regimes democráticos - os únicos decentes em todo o planeta - é mais frágil face a estas organizações criminosas, quer sejam de extrema-direita, de extrema-esquerda, fanáticos islâmicos, fanáticos cristãos ou simplesmente bandidos. Mas nada impede que se use a lei até aos seus extremos. Em Portugal, por exemplo, a Constituição proíbe organizações de inspiração racistas e fascista. Basta cumpri-la.

 Este desleixo que acaba em desgraça é o mesmo que terá levado à morte de muitas das 26 mulheres que foram vítimas de violência doméstica, no último ano, em Portugal. Muitas devem ter apresentado queixa na polícia, pedido ajuda à Segurança Social e à própria família, sem obter resposta.

É certo que a lei é permissiva e não aplica prisão preventiva, imediata, aos criminosos, mas a tal 'teoria social' também ajuda à desgraça. Há alguns anos, ouvi uma especialista dizer que, nestes casos, vítima e agressor eram ambos... vítimas. Pode ser muito bonito, fica bem nas teses de mestrado, mas é uma asneira.

Enquanto o agressor - masculino porque não vale a pena repetir as frases - tipo de que também há homens agredidos, porque são um em cada dez mil casos - não sentir na pele o efeito dos seus crimes, fica tudo na mesma. Ou pior, porque a impunidade faz aumentar a violência.

Jorge Freitas Sousa
Fonte:DNoticias.pt8( 25.07.2011)




sexta-feira, julho 08, 2011

MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO

A Autenticidade de uma mulher multifacetada

A morte leva a presença física, mas deixa-nos o exemplo de uma vida de integridade e de combate pelos valores que acreditava valer a pena lutar.


«Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. (…). Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia. Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. (…) Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções (…) me faltou -mesmo quando faltava tudo. Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência (…) Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação. Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários. A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD. Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. (…) Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor. Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.

                                                                                Últimas palavras de Maria José Nogueira Pinto

Fonte: Diário de Notícias, 07-07-2011



quarta-feira, julho 06, 2011

Francisco Assis

As candidaturas à liderança do Partido Socialista surgem num momento de grande turbulência no mundo e no país.

Porém, ao contrário do que se pensava, a pesada derrota nas eleições legislativas revigorou o PS. Por todo o lado, militantes e simpatizantes reflectem, debatem ideias, discutem sobre quem somos como socialistas, para onde vamos, o que queremos e o que podemos mudar.

Tal como muitos (as), que não põem em causa a nossa matriz, eu defendo sem constrangimentos um partido que honre o seu passado e quem o escreveu; um partido aberto à sociedade, capaz de combater o défice no exercício da cidadania e a descredibilização da classe política; um partido tolerante, solidário e inclusivo, com mulheres e homens a participarem livre e conscientemente na construção de mais e melhor democracia.

Os desafios que enfrentamos exigem, para além de ideias que suportem os projectos estratégicos, por mais válidos que sejam, determinação, preparação e coragem para a acção. No contexto dos pressupostos descritos, acresce, indiscutivelmente, um líder que faça das Ideias a Força sinérgica que nos redimensione como Partido da esquerda democrática.

Francisco Assis é, no meu entender, o candidato a Secretário – Geral do Partido Socialista que melhor representa estes desígnios.

Personifica uma nova abertura a diferentes modalidades de compromisso político de intervenção na mediação e na negociação que ficou bem patente no seu brilhante desempenho parlamentar.

Esta minha escolha correspondeu a uma decisão difícil, bastante reflectida e, necessariamente, livre. Sendo uma escolha não é uma exclusão, pois  reconheço que o PS tem dois candidatos à liderança de grande porte pessoal e político, com percursos reconhecidos por todos (as).

 Assim sendo, aguardo com serenidade o escrutínio dos (as) socialistas, confiante que o dia 24 de Julho é apenas o primeiro dia de mais uma nova etapa do Partido a que escolhi pertencer.

Fátima Ferreira - 06.07.2011

Nota: O conteúdo deste texto apenas vincula a sua autora.