Denunciar, claro, sempre.
Esperar ser protegida após esse acto de coragem é elementar para quem foi tão vilipendiada.Mas, o medo paralisa demasiadas vezes pela sensação de vazio que a mulher sente na rede de «apoios», de primeira linha, que permite ao agressor sentir que nada tem a perder e dá largas à fúria de ter sido denunciado.Nós, não desistiremos e vamos levantando a voz...Fátima Ferreira
Agosto é o mês em que ocorrem mais casos de violência doméstica
É durante as “férias grandes” e ao fim de semana que os crimes de violência doméstica disparam. Em 2010, o Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra (GAV) registou um total de 590 processos de apoio (deste total, a problemática de crime foi registada em 72 por cento das situações sinalizadas, e é sobre estas que o relatório da APAV incide).
Curiosamente, foi durante o mês de Agosto que o GAV mais queixas recebeu (73 queixas). A justificação é simples: o agressor passa mais tempo em casa.
Testemunho de uma vítima
“O meu marido sempre me bateu, desde o namoro. Há um dia em que a gente não aguenta mais e decide mudar de vida, sair, ter liberdade para ser feliz”. O testemunho é de Gertrudes Maria, de 45 anos, que encontrou ajuda na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para conseguir libertar-se de uma vida subjugada à violência doméstica. O testemunho é desvendado na página da APAV, mas sem rosto. Mais um, entre tantos que, em 2010, tiveram a coragem de denunciar o agressor.
Fonte, Diário as beiras.pt, 03.08.2011

Sem comentários:
Enviar um comentário