quarta-feira, agosto 03, 2011

Agir em todas as frentes

Denunciar, claro, sempre.
Esperar ser protegida após esse acto de coragem  é elementar para quem foi tão vilipendiada.Mas, o medo paralisa demasiadas vezes pela sensação  de vazio que  a mulher sente na  rede de «apoios», de primeira linha, que permite ao agressor sentir que nada tem a perder e dá largas à fúria de ter sido denunciado.Nós, não desistiremos e vamos levantando a voz...Fátima Ferreira

Agosto é o mês em que ocorrem mais casos de violência doméstica



É durante as “férias grandes” e ao fim de semana que os crimes de violência doméstica disparam. Em 2010, o Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra (GAV) registou um total de 590 processos de apoio (deste total, a problemática de crime foi registada em 72 por cento das situações sinalizadas, e é sobre estas que o relatório da APAV incide).

Curiosamente, foi durante o mês de Agosto que o GAV mais queixas recebeu (73 queixas). A justificação é simples: o agressor passa mais tempo em casa.

Testemunho de uma vítima

“O meu marido sempre me bateu, desde o namoro. Há um dia em que a gente não aguenta mais e decide mudar de vida, sair, ter liberdade para ser feliz”. O testemunho é de Gertrudes Maria, de 45 anos, que encontrou ajuda na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para conseguir libertar-se de uma vida subjugada à violência doméstica. O testemunho é desvendado na página da APAV, mas sem rosto. Mais um, entre tantos que, em 2010, tiveram a coragem de denunciar o agressor.


Fonte, Diário as beiras.pt, 03.08.2011

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