No Solar dos Peixotos, em Viseu, decorreu, no domingo, dia 15 de Maio, uma Sessão subordinada ao tema «Na política, as mulheres são capazes», dinamizada pela candidata a deputada à Assembleia da República, Elza Pais com a colaboração de João Pereira da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Cláudia Múrias da Fundação Cuidar O Futuro.Estiveram presentes, para além da Presidente da Concelhia de Viseu, Lúcia Silva, na qualidade de anfitriã, Helena Rebelo, as candidatas a deputadas Fátima Ferreira e Mónica Lima, elementos do Secretariado, Conselho Político e Equipa Técnica do Departamento das Mulheres Socialistas, bem como homens e mulheres interessados nestas questões.
Esta Sessão teve dois momentos distintos i) uma introdução, em que Elza Pais abordou as representações sociais dos papéis dos sexos e as relações de poder que lhe são subjacentes, denunciando o argumentário vigente e persistente, ainda hoje, que suporta a prática discriminatória da intervenção da mulher em todas as instâncias da decisão política, económica, cultural ou social. Da análise da evolução histórica à realidade internacional na actualidade, Elza Pais salientou o grande avanço de Portugal, neste contexto, fruto da intervenção dos governos socialistas. Deu especial enfoque às políticas de transversalidade que visam a efectiva igualdade de género e aos diversos Planos Nacionais de combate a todas as formas de violência ou discriminação. A Lei da Paridade, tão contestada pela sociedade em geral, foi referida como um instrumento de enorme acuidade com impacto no espectro político e que confere à mulher «apenas» um direito consagrado na Constituição da República.
ii) Um espaço de interacção entre as(os) participantes, com dinâmicas de grupo que constituíram também momento de auto descoberta.
No final e como conclusão, os dinamizadores acentuaram o que verdadeiramente está em causa: a luta é pela diferença e pela igualdade, no respeito pela individualidade de cada um, homem ou mulher, numa sociedade plural e democrática.
Elza Pais terminou a Sessão, alertando para o que pode ocorrer se não assegurarmos a continuidade deste caminho, no dia 5 de Junho, e nos submetermos à voragem neoliberal.
Fátima Ferreira


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