REGISTOS DE CAMPANHA - Reflexões …
Entre o azul e o verde fica este pequeno país. Pequeno apenas em superfície, nunca em capacidade de se superar a si mesmo como povo, face a adversidades inusitadas.
A crise, esta crise, há muito latente, que foi ensombrando a Europa e o mundo, fez-nos voltar a olhar a terra e as suas potencialidades. O Sector Primário, básico para a nossa sobrevivência, desenvolvimento e coesão territorial é também encontro e cruzamento geracional e cultural.
Assisti a esse encontro de gerações, em Moimenta da Beira, no debate de sábado, dia 21 de Maio. Estavam presentes jovens qualificados que olham a agricultura como um projecto de vida e criação de empregos.
Este Debate «Agricultura: uma prioridade para Portugal», com o Eng Rui Barreiros, em Moimenta da Beira, sublinhou vertentes que não devem ficar confinadas a um espaço e a um momento. Daí, este registo.
Trabalhar a terra, trabalhar com a terra, implica uma política de proximidade com os agricultores de informação, formação e qualificação. Implica a protecção dos produtos de qualidade que já são uma certeza como a maçã, o vinho, entre tantos outros, a procura da excelência e uma aposta na sua divulgação e comercialização.
Tal como em outros sectores económicos, a visão estratégica passa pelo trabalho em rede, em associação de agricultores e municípios. Assim o entenderam agricultores e governo socialista.
Aliás, verificou-se que a intervenção do governo, neste sector, tem sido estimulante para inverter alguns desajustes que a entrada na Comunidade Europeia provocou no passado.
Saí com certezas reforçadas: somos um país multifacetado, rico em saberes e vontade de vencer. Não pode haver «um machado que corte (…) ...
Fátima Ferreira - 22.05.2011
Sem comentários:
Enviar um comentário