No Sábado, dia 5 de Fevereiro, decorreu, em Lamego, a Convenção Federativa de Viseu do PS subordinada ao tema genérico “Viseu Futuro 2011-2013”. Com uma adesão significativa de militantes, de simpatizantes socialistas e de independentes, assistiu-se a um conjunto de painéis cujos temas demonstram a coragem do PS em trazer para a ordem do dia, de forma aberta e circunstanciada, as questões e políticas sociais que realmente interessam aos cidadãos.
Realçamos, aqui, a intervenção de Fátima Ferreira, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Viseu.
" Exmo. Sr. Presidente da Federação, Dr. João Azevedo, Realçamos, aqui, a intervenção de Fátima Ferreira, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Viseu.
Exma. Sr.ª Presidente da Comissão Política Concelhia de Lamego e restantes membros da Concelhia nossa anfitriã,
Exmos. Srs. Secretários de Estado Dr. Fernando Serrasqueiro e Dr. José Junqueiro,
Caros Deputados da Assembleia da República,
Caro Sr. Governador Civil Dr. Miguel Ginestal,
Caros Presidentes de Câmara aqui presentes,
Caros Presidentes das Concelhias,
Caríssimas camaradas do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas,
Uma saudação espacial à Juventude Socialista aqui presente,
Minhas senhoras e meus senhores,
CAMARADAS,
O Futuro, o futuro de Viseu foi o mote para esta jornada de trabalho que nos envolveu a todas (os) aqui, em Lamego, ainda no rescaldo das últimas eleições e em pleno período de crise nacional e internacional. O futuro do Distrito passa, obviamente, também pelo futuro do país.
Centrar neste momento a atenção e a discussão em áreas fulcrais como Estado Social, Desenvolvimento e Inovação, Modernização Autárquica e Simplificação Administrativa é fundamental.
Saúdo por isso a Federação e o camarada António Borges pela organização deste evento.
Saúdo o seu presidente, Dr. João Azevedo, pela dinâmica da sua liderança que acentua, motiva e rentabiliza as potencialidades que representam as estruturas das mulheres e da juventude.
Ao discurso estéril, que afasta os portugueses da acção cívica, contrapor a verdade e a divulgação de medidas concretas, das boas práticas é, no nosso entender, a melhor atitude.
O futuro, com as suas novas exigências, impõe respostas arrojadas, inovadoras e eficazes. Acredito que a crise, apesar de tudo, também traz novas oportunidades e deve encorajar os que estão preparados para serem empreendedores. Deve atrair os que não têm medo de se lançar em novos projectos e que arriscam experimentar novas abordagens na procura de saídas.
Alguns autarcas e empresários do Distrito de Viseu são exemplos vivos do que acabo de afirmar.
Nesta senda, está bem o Governo Socialista ao investir na educação e qualificação dos portugueses, na Inovação, nas novas tecnologias (aliás como não há memória) e continuar a apostar nas políticas sociais, na saúde e no emprego.
Está bem o Governo ao apostar em políticas direccionadas para o desenvolvimento sustentável que são, simultaneamente, estruturadas nos valores socialistas que colocam as pessoas no centro das preocupações.
Está bem ao aprofundar a transversalidade das políticas de género na acção governativa, entendendo que a não - discriminação e igualdade de oportunidades para todas e todos é um factor de desenvolvimento.
Está bem ao apoiar medidas de conciliação para as mulheres que trabalham a tempo inteiro, (pois que o seu número é um dos mais elevados da Europa), tais como a licença de parentalidade, que atinge 5 meses pagos a 100% ou 6 meses a 83%, permitindo também ao pai assumir os seus direitos e deveres; como a Rede de Equipamentos Sociais; como o incentivo às empresas que apostam nesta linha de respeito pela mulher - mãe; como o assumir da prioridade política de pôr cobro às disparidades de remuneração entre homens e mulheres, entre outras…
Estão no bom caminho também os autarcas, que nos orgulham pela sua prática, que se assumem como agentes de mudança e inserem na 1ª linha das suas preocupações a qualidade de vida e felicidade dos seus munícipes, na assunção de Cidades Amigas das Pessoas, Autarcas:
- que promovem Planos Municipais para a Igualdade e para a Juventude;
- que combatem todas as formas de violência contra as mulheres, as crianças e idosos;
- que criam melhores formas de acessibilidades e enquadramento social para as pessoas com deficiência;
- que apoiam medidas contra a exclusão social, o desemprego e a pobreza;
- que à desertificação contrapõem a optimização dos recursos endógenos e captam o turismo rural;
Enfim, que querem colaborar no sucesso colectivo desta sociedade.
Sabemos todos que as injustiças sociais funcionam como uma panela de pressão que em devido tempo, ou imprevisivelmente, talvez seja mais adequado dizer-se, estoira e estilhaça com efeitos incalculáveis. Assistimos a esse fenómeno em vários países do mundo, mas o Egipto é o mais recente exemplo.
Referimos esse facto, porque é latente esse sentimento nos portugueses, que se expressa com evidência nos números da abstenção. Nas últimas eleições, ao sufragarem, com uma votação expressiva, um candidato, fora dos circuitos partidários corporizaram esse sentimento.
O Departamento Federativo das Mulheres Socialistas como estrutura partidária, está e estará com as políticas do governo socialista. Está com o nosso Primeiro Ministro a quem reconhecemos uma capacidade, uma fibra, um querer e uma coragem excepcionais.
Porém, continuamos no nosso caminho de luta pela eliminação das injustiças sociais e discriminações e vemos com alguma preocupação a aplicação de medidas, que sendo excepcionais face ao défice, atingem benefícios já adquiridos pelas mulheres e famílias. Acreditamos, no entanto, que o governo saberá atempadamente redimensionar estas medidas que nos fragilizam enquanto defensores de justiça social.
O Congresso que se avizinha, para o qual devemos estar todas e todos mobilizados pode e deve ser o espaço para a reflexão que se impõe.
Termino, saudando todas e todos intervenientes nesta iniciativa, expressando o meu orgulho de pertencer a esta Federação. Congratulando-me também pelo sucesso desta jornada, pela marca de união e vitalidade que o partido distrital aqui deixou hoje.
Viva o PS. "
Fátima Ferreira
5.02.2011

